Sábado, Novembro 25, 2006

Um dia comum (3º Capítulo)

Saí do escritório, passei pelo corredor do prédio, desci o elevador e senti o cansaço de mais um dia de trabalho. Para repor as energias entrei na lanchonete da esquina, comi um sanduíche natural e tomei um suco de manga. De barriga cheia, e com as baterias recarregadas caminhei em direção à academia de ginástica.

Caminhei, com o sol se pondo no horizonte, por muitas calçadas sujas do Centro da cidade. Observei os mais variados tipos de pessoas anônimas que atravessam meu caminho diariamente, do executivo que rapidamente passou em direção a sua Mercedes ao mendigo que em seu lugar cativo da esquina me pediu um trocado. Vi trabalhadores cansados como eu e ouvi berros de camelôs que fugiam da fiscalização da guarda municipal.

Observei tudo, mas contraditoriamente, sem observar nada do que se passou em meu redor, andei, ou melhor, divaguei, distraído como sempre, atento, quem sabe, a pequenas sutilezas, e quando percebi já havia entrado na academia.

Passei meu cartão na roleta, olhei para o salão de ginástica, entrei no vestiário, enquanto me troquei, pensei no que buscava ao fazer exercícios físicos, refleti sobre minha saúde, a busca pelo meu equilíbrio físico e mental.

Saí do vestiário pronto para malhar. Entrei no salão de ginástica e parei um tempo. Observei, como se pudesse ser invisível, o que se passava em meu redor. Como um estalo (dããã), percebi que aquelas pessoas em volta de mim só se preocupavam com a estética, com a aparência de saúde, mas não com o bem estar em si, me senti um peixe fora d’água.

Fui até o bebedouro, respirei fundo, bebi água, levantei a cabeça e vi o quadro de horários. Era hora da aula de Ioga, resolvi entrar para experimentar.

1 comentários:

Eloqüência disse...

Por ter esse olhar das situações é que te admiro.