Quinta-feira, Maio 25, 2006

A Triste história do homem que perdeu a esperança

Era madrugada, mais uma vez nosso herói acordara. Levantara da cama e fora ao banheiro. Urinara sem nem mesmo se dar ao trabalho de acender as luzes, ao lavar as mãos na pia olhara para o espelho e prestara atenção ao seu rosto que, naquele escuro, ostentava uma palidez mórbida digna do último filme de Tim Burton. Do fundo de seus olhos refletidos podia-se claramente perceber a desilusão daquele homem com a raça humana.

Por mais que tentasse, ele não conseguia compreender a sociedade em que vivia. Rechaçava do fundo de seu peito toda a hipocrisia, a desigualdade, as contradições, os valores invertidos, tentava em vão compreender o incompreensível.

Sabia que o patrimônio valia mais do que uma vida, mas apesar de saber não conseguia aceitar. Sabia e tinha vivência para perceber as muitas condutas reprováveis de pessoas supostamente idôneas em acontecimentos cotidianos. E cada pequena corrupção que percebia sentia fundo em seu peito, como se sua dor representasse de certa forma a morte lenta e agonizante de toda a sociedade.

De dentro daqueles olhos o sofrimento emanava com uma claridade de um refletor. Em um devaneio de um segundo todo o peso do mundo se encontrava naquele olhar. Nosso herói sabia que a natureza humana sempre foi e sempre será essa e sabia também que a sociedade fraterna com que sonha nunca se realizará. Com tanta dor e tantas certezas ele não teve dúvidas. Esqueceu de seu próprio olhar e voltou a dormir.

Quinta-feira, Maio 11, 2006

Cine Reflexões


Quarta-Feira, dia de cinema de graça no Cine Reflexões, e já que o assunto do último texto era o Rio de Janeiro, coloco agora em cartaz o filme "Jaqueirão do Zeca", documetário que mostra o processo de seleção das músicas para o CD de Zeca Pagodinho. Afinal nada é mais carioca do que samba, churrasco e cerveja. Divirtam-se

sinopse : Para escolher o seu repertório, o cantor e compositor Zeca Pagodinho organiza uma grande roda de samba. A reunião é uma grande festa que não tem hora para acabar e serve de deixa para que se conheça os sambistas que, em parceria com Zeca, ajudam a manter acessa a chama do samba de raiz.

Para assistir ao filme clique aqui

Terça-feira, Maio 09, 2006

Manifesto Carioca (carta de amor ao Rio de Janeiro)

Semana passada, ou retrasada, ou mês passado, sei lá... isso não importa muito... foi divulgada pelos jornais uma pesquisa de opinião afirmando que mais da metade dos cariocas sairia do Rio se tivesse a oportunidade, e em um dia desses, Chico Buarque um carioca ilustre, declarou que seu amor pelo Rio já fora maior.

Na estatística, amplamente difundida, os moradores da cidade apontavam a violência como principal causa do possível êxodo, ou do auto-exílio. Não faço parte da maioria desta pesquisa, apesar das mazelas que presencio todos os dias, seja nas calçadas, nas janelas, nos jornais ou na televisão (mais nos jornais e televisão). Deixo registrado aqui que ninguém me perguntou nada em pesquisa alguma.

Mesmo assim, sem ser perguntado, ao tomar conhecimento do resultado da pesquisa, me coloquei a pensar na relação que tenho com a cidade onde nasci há 23 anos e moro desde então. Podem me chamar de louco, mas ainda acho o Rio o melhor lugar para se viver, e ao invés de simplesmente reclamar, temer, e me enjaular cada vez mais, eu vivo a cidade e faço dela parte fundamental da minha vida.

Seria hipócrita afirmar que tudo vai bem no Rio, soaria como um doente que nega sua doença, e por outro lado seria óbvio demais defender a cidade elogiando apenas suas paisagens naturais. Assisto como todos a decadência da cidade e vejo infelizmente o que o Rio tem de pior, mas me dou a oportunidade de enxergar também o que temos de melhor.

É fácil se render à onda de pessimismo que nos assola, estamos cercados de grades, trancas, com medo de tudo, de todos e lendo a parte policial dos jornais reclusos em nossos apartamentos. Mas eu sou teimoso e não me rendo, com minha vontade de viver sigo com minha resistência pacifica. (um movimento de um só não é um movimento, porém não estou sozinho nesta resistência silenciosa)

Conheço outras pessoas, que como eu, saem pelas madrugadas, e ao invés de assaltantes, vêem trabalhadores voltando para casa, bêbados cambaleando, mendigos dormindo... Isso mesmo, eu conheço um Rio oculto, dos notívagos e boêmios, o Rio que é pacífico de noite (para quem não tem muita coisa a ser roubada e toma seus devidos cuidados).

Minhas histórias noturnas não são poucas e não caberiam em apenas uma página, mas tenho em minhas lembranças alguns dias em que ignorei solenemente qualquer aviso de que a cidade é violenta. Não foram poucas as vezes que caminhei, andei de ônibus ou bicicleta pela noite. E gostaria de dividir com os 2 leitores do meu blog algumas dessas histórias para exemplificar.

Começo contando quando uma prima minha de São Paulo veio ao Rio e quis conhecer nossa “balada”, como ela vinha de uma megalópole, onde se percorrem grandes distâncias de carro diariamente, sugeri algo que fosse diferente para ela naquele momento e ela aceitou. Naquele dia fomos de bicicleta para a “balada”, pedalamos de noite pela orla da Lagoa Rodrigo de Freitas, observados pelo Cristo Redentor, que do alto do Corcovado estava de braços abertos, no caminho ela tirou várias fotos, e no fim da noite ela me relatou que dificilmente esqueceria algo tão incomum. Deixou de lado a rixa entre nossas cidades e se pôs a elogiar o Rio.

Outra vez, voltando de um bar, onde tinha acontecido a despedida de uma amiga que ia passar um tempo no exterior, e de bicicleta novamente, carreguei na garupa uma mulher com quem eu estava saindo, mais velha do que eu, e apesar de ela não estar muito acostumada com essas idéias de moleque maluco, sei que ficou na memória dela aquele passeio noturno que teve como cenário as palmeiras do Jardim Botânico.

Porém o mais inusitado mesmo aconteceu ao voltar de um show na Fundição Progresso, usando minha voz de puxador de samba, e minha cara-de-pau, fiz com que os passageiros de um ônibus inteiro cantassem marchinhas de carnaval durante toda a viagem, isso poderia ser algo até relativamente comum se estivéssemos perto do carnaval e não em maio, e se as pessoas tivessem saído de um show de Samba, não de Reggae.

Falando em ônibus, também foi diferente o dia em que, junto de uma amiga, não saí do ônibus circular ao desistir de ir para a Lapa. Dessa forma nós voltaríamos para casa sem ter que saltar e pegar outro coletivo. O pequeno detalhe é que não sabíamos que o motorista estava com tempo de sobra, e que esse tempo seria usado para que conhecêssemos melhor a cidade. Ele resolveu passear pela Central do Brasil, mas não posso reclamar, o trocador foi um ótimo guia turístico que competentemente nos mostrou cada canto da central. (muito didático)

O último exemplo de minhas andanças pela madrugada aconteceu neste fim de semana, quando, ao voltar do Show do Alceu Valença no Circo Voador, bem acompanhado, diga-se de passagem, fiz uma breve caminhada, nem tão breve, da Lapa à Laranjeiras, com alguns chopes a mais no sangue, e ainda animados com o excelente show, dançamos um pouco pela rua sem que houvesse nenhuma música, e como o caminho é longo bebemos algumas águas, ou melhor, “as águas”.

Todas essas vezes, e muitas outras valeu muito a pena esquecer a violência e curtir a vida noturna do Rio, conhecer pessoas interessantes e presenciar reações inusitadas em momentos idem.

Por conta do que escrevi, e principalmente de muitas memórias, lanço aqui então o manifesto pela preservação da alma e do bom humor do carioca. Lembro antes o óbvio: As autoridades competentes têm de fazer seu papel para melhorar nossa segurança, afinal estamos completamente desamparados. Porém devemos também colaborar para que a cidade continue maravilhosa. Mais do que em qualquer ponto turístico, está dentro de nós, dos cariocas, o maior patrimônio cultural do Rio e cabe a nós preservá-lo.

Quinta-feira, Maio 04, 2006

Quintas Feiras de Reflexões Terceiras

O Gasoduto Venezuela/Brasil/Argentina, agora incluindo a Bolívia, desperta o mais completo horror nos nossos recentes especialistas em Relações Internacionais. Isso é estar na mais completa contramão da história.

Ou: quem tem medo da política externa brasileira

O ano eleitoral, como é normal, está se transformando em um brutal duelo entre as posições do governo – leia-se, do Partido dos Trabalhadores – e da oposição. Discute-se sobre tudo e a partir de todas as ações governamentais. Um dos campos, muito recente na tradição brasileira, de tal debate é a política externa do Brasil. Muito tradicionalmente poucas vezes a política externa foi para a ribalta no país. Confirmando, é talvez antecedendo, a máxima das campanhas americanas (A economia, idiota! – ou seja, centre-se na economia se você quer ganhar eleições...), a mídia brasileira, ex-funcionários do Itamaraty e (pasmem!) vários empresários criticam fortemente a política externa construída nos últimos anos.


Política externa como continuidade da política interna.

Estamos em ano eleitoral, o que implica em saudável discussão sobre as opções nacionais e o que desejamos para o país. Contudo, muitas vezes, partidos, associações, publicistas de todos os tipos, confundem partido, governo e Estado. Pensam criticar as opções de uns, na verdade promovendo a demolição de instituições e políticas do Estado, de caráter nacional e de longa duração. É assim com a política externa brasileira: sendo sucesso caberia – nesta percepção provinciana – criticá-la, visando angariar votos.

Este tipo de demolição, a cada quatro anos, cria uma situação de confusão e perda de capacidade de distinguir o que é permanente, ou ao menos, de longa duração – pertencente bem mais à esfera do Estado do que à esfera do governo. Em países de regimes autoritários – como a China Popular, por exemplo -, não mudam ou mudam muito lentamente seus objetivos em política externa, perseguindo, no caso chinês, a reconstrução da unidade nacional desde há décadas. Assim, para a China Popular, superar as seqüelas de sua humilhação perante os imperialismos – entre 1830 e 1949 – é o objetivo central, trazendo de volta para sua configuração nacional àquelas regiões que considera (justa ou injustamente, é uma questão da apreciação chinesa) as regiões da Mandchuria, Xinjiang, Macau, Hong-Kong e, em fim, de Taiwan.

O mais adequado para o caso do Brasil, contudo, seria analisar a política externa de países democráticos. Nestes casos, a continuidade é notória, malgrado a mudança de partidos.


Assim, para a França, importância da União Européia, da força nuclear – force de frasppé - e da posição dominante na África é um acordo consolidado entre gaulistas, socialistas e liberais em Paris. No caso dos Estados Unidos, sejam democratas ou republicanos no poder, o livre-comércio, o combate ao terrorismo e o narcotráfico, além da aliança militar ocidental – a NATO -, são dados constantes. Mudam os métodos, é verdade, mas mantêm-se os objetivos. Desta forma, por exemplo, a senadora Hillary Clinton votou com George Bush sobre a imperiosidade (deles!) invadirem o Iraque em 2003.

No Brasil, no entanto, para grave risco da imagem externa do país e para a segurança de investimentos e acordos, vê-se o contrário. Sem dúvida alguma a pouca consistência dos políticos brasileiros em Relações Internacionais ajuda bastante na constituição desta forma de agir. Mas, a partidarização da política externa, a vontade de criticar o adversário em qualquer campo, é, sem dúvida, a maior característica. Isto supondo-se que todos estão trabalhando com o interesse nacional. No Brasil, infelizmente, todo especialista formado em poucas horas de leitura, pode afirmar os malefícios da política externa praticada pelo Itamaraty. Critica-se desde a “inutilidade” do Mercosul até a “maluquice” da Integração Sul-Americana, em contraste com o duelo eleitoral, por exemplo, no México, onde todos os candidatos pactuam tacitamente o compromisso com o NAFTA (malgrado o entendimento que o acordo deve ser mudado).


Política externa no Brasil.

Um sem número de colunistas brasileiros afirmaram ultimamente dois pontos básicos para caracterizar o “fracasso” de nossa política externa: a perda de parceiros ricos e confiáveis, como os Estados Unidos e a União Européia e, de outro lado, o fracasso de nossas relações com os novos “hermanos”, como Bolívia e Venezuela.

Aí vão, em verdade, dois erros – se não for o caso, puro e simples, de promoção da confusão e uma boa dose de má fé. É assim no caso do Mercosul.

Neste caso, batemos em 2005 todos os recordes de volume de comércio em 2005 – com mais de 20 bilhões de dólares em transações – e superávits em transações com todos os países membros (incluindo-se aí o mais elevado superávit, com a Argentina), gerando emprego e renda no país. Isso é ruim para o Brasil? É o que não cansam de bradar os especialistas. Com os demais países do continente – Bolívia, Venezuela em especial – chovem críticas sobre a “moleza” brasileira. Contudo, continuamos a receber gás boliviano a preços menores do que aqueles correntes no comércio internacional e Caracas intensifica suas compras – de equipamentos militares até navios, passando por máquinas e insumos – no país. Segundo estes “especialistas” são “péssimas” as perspectivas das relações Brasil/Venezuela, contrariando a materialidade dos dados abaixo:

• Investimentos em Energia: refinaria (US$2.5 bilhões ) e o Gasoduto de Integração em fase de estudos ( previsão US$20 bilhões para 2017 );

• Compra de Equipamento Militar gerando autonomia tecnológica no valor de US$220 milhões;

• Compra de 36 navios petroleiros, U$ 3 bilhões e 40 mil empregos (promovendo ações na área de Desenvolvimento+Inovação ).

Só não teríamos gerado mais renda e emprego com as compras venezuelanas no Brasil em razão do veto norte-americano sobre as vendas de avião da Embraer para Caracas.

As obras de integração continental em projeto – sob rigorosa avaliação de oportunidades, viabilidade e impacto ambiental - são tachadas de “malucas”, lembrando claramente o que os especialistas falavam, ao seu tempo, da construção de Brasília, da Rodovia Belém-Brasília (a “estrada das onças”, inútil para o desenvolvimento nacional, lembram?), a Ponte Rio-Niterói ou Itaipu (tudo isso apodado de “faraônico”). Onde estaríamos hoje sem tais obras? Na condição de província pobre e balneário da globalização, com certeza...

O Gasoduto Venezuela/Brasil/Argentina, agora incluindo a Bolívia, desperta o mais completo horror nos nossos recentes especialistas em Relações Internacionais. Ora, os estudos de viabilidade estão em curso e só em agosto de 2006 teremos uma resposta técnica sobre isso. Por que então gritar desesperadamente sobre o “gasoduto dos malucos” (como gritou-se sobre “a estrada das onças”). Trata-se mais uma vez da defesa do superávit primário, da compulsão neoliberal de não-gastar, mesmo que com isso paremos de andar, gerando miséria e desemprego no país... Ou, como foi o caso, no governo passado, de gerar o caríssimo apagão da 11ª economia do planeta! Isso é estar na mais completa contramão da história. Os dois maiores projetos de infra-estrutura hoje na Europa são de dutos de longo percurso:

Gasoduto Norte Europeu: liga as fontes de energia russa diretamente com a Alemanha, contornando a Polônia e os Países Bálticos (que exigiam royalties e direitos de gestão do empreendimento), utilizando-se de dutos submarinos no Mar Báltico.

Gasoduto Bleu Stream: Trata-se, neste caso, do ramal sul do anel energético Rússia/União Européia. Deverá ligar a Rússia aos centros industriais da Itália (e daí até a França e Espanha), passando pela Turquia, Grécia e Kossovo.

Assim, as grandes obras de infra-estrutura, impulsionadas pela crise mundial de energia e pela plena consciência de sua capacidade de estrangular economias em expansão, são as marcas dos nossos dias. Países com planejamento de longo prazo, como a China Popular, investem fortemente nisso, construindo imensas hidrelétricas – como a Hidrelétrica das Três Gargantas – e dutos com a Rússia. Outros como a Índia, acabam de anunciar um imenso duto atravessando os territórios perigosos do Irã e Paquistão para levar combustível para a expansão indu. No Brasil, e na América do Sul, contudo, é entendido como “oleodutos dos malucos”! Devemos esperar, conforme estes especialistas, pelo próximo apagão e o estrangulamento de nossa economia...

Quem são os críticos da política externa?

Na maioria das críticas contra a Política Externa do Brasil podemos identificar três claras tendências das elites brasileiras. Primeiro: a total incapacidade para pensar em longo prazo, para formular opções estratégicas e localizar o país em um horizonte de 25/30 anos. Assim, a maior expectativa nacional – e tema orgiástico dos especialistas – é a publicação da nova ata do Copom... Qualquer coisa com maior prazo pertence a Deus!
Segundo: o medo pânico do resultado da emergência das massas no cenário político contemporâneo. Agem e pensam como se fossem cidadãos e eleitores de outros países... Assim, se revoltam com as vitórias de Morales ou Chavez, e choram a derrota das minorias brancas, cultas e liberais, contudo incapazes de garantir o bem-estar social de seus povos.

Ora, não temos que gostar de Morales ou Chavez, este é um problema para o povo boliviano e venezuelano. Temos que fazer bons negócios, visando gerar empregos e renda no Brasil. Estes são os nossos interesses permanentes, daí a política de integração sul-americana. Temem, ainda, que o sucesso do “socialismo”, “indigenismo” ou “estatismo” em Caracas ou La Paz desminta o fundamentalismo de mercado das autoridades brasileiras. Assim, a política de Kirchner para a dívida provocou uma verdadeira, e fracassada, torcida contra, por puro pânico de contagiar a opinião pública brasileira. Ora, neste terreno podemos ter calma... Modelos não são exportáveis, Fidel já apreendeu isso (embora outros líderes internacionais ainda pensem em exportar seus modelos nacionais de democracia).

Terceiro: a nostalgia do eixo do Atlântico Norte, como se as novas e importantes ampliações de mercados e negócios ao sul do Equador fossem em detrimento dos nossos laços com os Estados Unidos, por exemplo. Aqui temos uma ótima notícia: poucos, muito poucos, presidentes desenvolveram melhores relações com Washington que a atual administração em Brasília. Além disso, nossas trocas com o Atlântico Norte aumentaram substancialmente nos últimos anos.

Enfim, parecem não entender, que a política externa brasileira baseia-se em uma bela imagem de um xadrez tridimensional: plano Mercosul; plano Sul-Sul (Índia, China, África, América do Sul, incluindo-se aí o G-20) e o plano Sul-Norte, com a União Européia e Estados Unidos. A relação entre estes planos é dinâmica e de retro-alimentação, importando em ganhos concretos e reconhecimento internacional de nossos interesses permanentes.

* professor Titular de Historia Moderna e Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Quarta-feira, Maio 03, 2006

Cine Reflexões

Quarta-feira é dia de cine reflexões, e nesta semana, em que o Palhaço Garotinho faz mais uma de suas cenas ridículas, exibo o documentário “Lotado” de Luanda Lopes. O filme se mostra bastante oportuno ao momento, pois retrata a greve de fome involuntária dos presidiários do sistema carcerário do estado do Rio de Janeiro.

Sinopse: O problema da superlotação nas penitenciárias do Rio de Janeiro, através de depoimentos de um ex-presidiário, dois ex-diretores do DESIPE, um agente penitenciário, um jornalista policial e mulheres de presos.



Para assistir ao filme clique aqui